Perigo dos adoçantes
Muito se tem falado sobre os
adoçantes artificiais. Muitos são os e-mails, recebidos pelo site de
Nutrição do Portal Orgânico, solicitando esclarecimentos sobre a
utilização desses produtos.
A posição do site de Nutrição do
Portal Orgânico em relação aos adoçantes artificiais, é a preconizada
pela nossa consultora e colaboradora *Dra. Elaine de Azevedo, descrita
em seu livro: "Alimentos Orgânicos", que transcrevemos a seguir:
"É importante mencionar o perigo
dos adoçantes artificiais ou edulcorantes - a sacarina, o ciclamato e o
aspartame - cujo uso é incentivado indiscriminadamente na mídia pela
indústria farmacêutica.
A imagem da magreza, relacionada
ao uso de adoçantes artificiais, em contraposição à obesidade e ao
consumo de açúcar, utilizada na mídia, é muito simplista para dar conta
da complexidade dos problemas relativos à obesidade. Além disso, as
propagandas ignoram a ação tóxica dos adoçantes artificiais e as
repercussões do seu uso na saúde humana. O aspartame é uma neurotoxina,
ou seja, uma droga que destrói o sistema nervoso e o cérebro. Sua
molécula tem três componentes: o ácido aspártico, a fenilalanina e o
metanol. O ácido aspártico causa lesões cerebrais em experiência com
animais. A fenilalanina existente no aspartame é neurotóxica, quando
isolada dos outros aminoácidos das proteínas.
Facilita a ocorrência de ataques
epiléticos e bloqueia a produção de serotonina, que é uma das
substâncias existentes no cérebro para regular o sono. Níveis baixos de
serotonina, além de insônia, provocam depressão, angústia e alterações
no humor. O metanol, depois de ingerido, converte-se em formalteído e
ácido fórmico (principal componente do veneno das picadas da formigas). O
formaldeído também é uma neurotoxina de ação cancerígina e faz parte do
mesmo grupo das drogas como cianeto e arsênico.
Segundo o médico oncologista Dr.
Juvenal Antunes Oliveira Filho, apesar de possuir um poder de adoçamento
muito maior que o açúcar de cana comum, aliado a baixíssimas calorias, o
uso constante de adoçantes artificiais pode criar problemas para o
organismo, incluindo o aparecimento e agravamento de tumores em vários
órgãos. Os ciclamatos foram proibidos nos EUA, mas continuam sendo
vendidos livremente no Brasil. Nos anos 70 o Ministério da Saúde
brasileiro proibiu a comercialização da sacarina, quando pesquisadores
norte-americanos alardearam que esse adoçante poderia provocar câncer da
bexiga em ratos. O câncer de bexiga é o segundo de maior incidência dos
órgãos urogenitais no público masculino, perdendo apenas para o de
próstata e representando 3% do total de tumores no Brasil. Órgãos
oficiais prevêem aumento de 50% dos casos no mundo até 2020.
Segundo o médico,o aspartame pode
estar relacionado com o desenvolvimento da doença de Alzheimer e de
tumores cerebrais, cuja incidência tem crescido significativamente,
embora não exista prova concreta dessa relação em ambas as doenças
(Oncocamp, 2004). Leaderer (1991) desenvolveu estudos que mostram que o
ciclamato, o aspartame e a sacarina usados em produtos light causam
câncer de bexiga em cobaias.
Pesquisadores alertam que níveis
baixos de aspartame desequilibram a função das glândulas pituitárias de
camundongos. O bom funcionamento desta glândula garante o equilíbrio de
inúmeros processos bioquímicos no organismo (Schainker; Olney, 1974).
Alguns pesquisadores alertam para o fato de que o uso do aspartame de
ação neurotóxica, pode estar relacionado a doenças sérias como o mal de
Alzheimer, esclerose múltipla, doença de Parkinson e lúpus sistêmico.
Também disfuções como tontura,
dores musculares, pressão alta, hemorragia de retina e depressão são
associadas ao uso contínuo de adoçantes artificiais na dieta através de
refrigerantes, de sucos de frutas, chocolates, balas, chicletes e
produtos light em geral.
Uma lista de cinquenta e sete estudos científicos sobre as consequências do uso desse adoçante pode ser encontrada no sítio eletrônico do Aspartame Victims Support Group: http://presidiotex.com/aspartame/index.html - acesso em 2 jun 2005.
Uma lista de cinquenta e sete estudos científicos sobre as consequências do uso desse adoçante pode ser encontrada no sítio eletrônico do Aspartame Victims Support Group: http://presidiotex.com/aspartame/index.html - acesso em 2 jun 2005.
Com a expansão das dietas de
redução calórica e com o crescimento da produção em larga escala de
produtos diet e light, o uso de edulcorantes tem aumentando muito nos
últimos anos. Essa tendência mais a correlação entre o câncer e os
adoçantes, fez com que a Organização Mundial de Saúde recomendasse a
ingestão diária do ciclamato em valores localizados entre 0,1 a 11 mg de
adoçante por kg de peso corporal como aceitável, evitando intoxicações e
maiores riscos à saúde (Fallon; Enig, 1999).
Os refrigerantes, chocolates,
chicletes, geléias e outros produtos adoçados artificialmente - alguns
conhecidos como sugar free - representam um grande perigo para a
população. Os edulcorantes são medicamentos e só deveriam ser utilizados
com moderação pelos diabéticos, que podem optar por um adoçante
natural, a planta stévia, na forma de chá concentrado ou em pó,
industrializada. Porém, é preciso certificar-se de sua pureza e
integridade através das indicações do rótulo, pois muitos adoçantes à
base de stévia, vendidos no mercado, contêm também adoçantes
artificiais. Alerta-se que mesmo essa planta deve ser usada sob
prescrição dietética".
Nota da Redação:
Texto extraído do livro: "Alimentos Orgânicos" gentilmente cedido pela autora Dra. Elaine de Azevedo. Para adquirir o livro e ter acesso a todo conteúdo, entre em contato com a autora através do e-mail: elaine@portalorganico.com.br
Texto extraído do livro: "Alimentos Orgânicos" gentilmente cedido pela autora Dra. Elaine de Azevedo. Para adquirir o livro e ter acesso a todo conteúdo, entre em contato com a autora através do e-mail: elaine@portalorganico.com.br
*Sobre a autora: A Dra. Elaine é
nutricionista, especializada em Nutrição Antroposófica pela Associação
Brasileira de Medicina Antroposófica, mestre em Agroecossistemas pela
UFSC e doutoranda em Sociologia Ambiental pela mesma universidade. É
consultora e ministra aulas em diversos cursos de Agricultura Orgânica e
Biodinâmica no país. É consultora e colaboradora do site de Nutrição do
Portal Orgânico e autora de dois livros: Alimentos Orgânicos e
Trofoterapia e Nutracêutica, um livro com dieta e orientações
nutricionais.
Dra. Elaine de Azevedo
Fonte: Equipe Portal Orgâni
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